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Mergulhar na biblioteca

“Quais são as palavras que você ainda não tem? O que você precisa dizer? “ 

 Audre Lorde


 

Mergulhar na biblioteca são pinturas e colagens realizadas sobre páginas de jornais. 

Algumas das palavras impressas presentes nas páginas desses jornais, foram selecionadas para que a partir delas, novas histórias pudessem surgir. Em cada página, o desenho de um livro escrito por uma mulher foi o ponto de partida para a realização do trabalho. 


Reproduzir através do desenho e da pintura livros inspiradores, é uma prática recorrente em meu trabalho como forma de honrar as suas existências.Este trabalho surgiu do desejo de apresentar páginas dos jornais que temos contato no cotidiano, somadas e transformadas por textos de vozes femininas que nos orientam por caminhos e leituras de mundo novos, assim como pela presença de desenhos de uma diversidade de corpos que seguram os livros, como um convite a participar de uma dança coletiva

Das páginas do jornal foram selecionadas palavras e frases como: mulheres, mergulha, coragem, celebra, mobiliza forças, floração dos ipês, construção coletiva e perguntas como “Estamos esperando o quê?”, entre outras. Os 16 livros selecionados (de onde os fragmentos de textos pertencem), para dialogar com as palavras do jornal, foram escritos por mulheres inspiradoras, cujas leituras foram companhia durante a pandemia e alteraram a minha visão de mundo como provavelmente a visão de tantas outras pessoas: bell hooks, Silvia Cusicanqui, Cristina Peri Rossi, Djamila Ribeiro, Suely Rolnik, Veronica Gago, Hilda Hilst, Eliane Brum, Clarice Lispector, Angélica de Freitas, Silvia Federici, Donna Haraway, Audre Lorde, Jota Mombaça, Lélia Gonzalez e Chimamanda Ngozi Adichie.

 

As pinturas trazem as imagens dos livros e de corpos femininos em páginas que se interconectam e que se entrecruzam em um mergulho coletivo, como também a colagem de insetos, penas e plantas encontradas pela cidade durante este período.

“…cada corpo nunca é só “um”, mas é sempre com outros, e com outras forças também não humanas.”
                                         Veronica Gago

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